comunicação

Retornos

por Mariana Sanchez em 21 de maio de 2008. Nenhum comentário

O site de relacionamento MySpace estava com problemas essa semana. O banner “Beyond the Rave” atrapalhava os ouvintes dos artistas que ali expunham seus trabalhos. Mandei um e-mail com pouca esperança de resposta, mas para minha surpresa, recebi um retorno que me satisfez, pois não era eu a única a reclamar.

Coloco essa informação como exemplo de bom atendimento online, pois nem todas as empresas que dispõem atendimento pela internet estão preparadas para fazê-lo.

E sobre as novas relações com o consumidor fala uma reportagem da revista Meio Digital (maio/junho de 2008). Abordando também o telemarketing, a reportagem “Esta reclamação pode jogar sua empresa no buraco” coloca o poder que o consumidor adquiriu com a digitalização da informação e e a proliferação de redes sociais. É possível “queimar” a empresa simplesmente “postando” reclamações a respeito do atendimento.

A revista também cita o exemplo de Vicent Ferrari, um morador de Nova York que publicou em seu blog a gravação de 20 minutos de uma conversa com a operadora de telemarketing em que ele tenta cancelar sua assinatura com o provedor AOL. O feito acabou percorrendo o mundo.


Roberto Carlos, Xuxa e os Barões da Mídia

por Mariana Sanchez em 16 de maio de 2008. 1 comentário

Com lançamento marcado para 17 de maio (sábado), na Livraria Palavraria em Porto Alegre, o livro “Roberto Carlos, Xuxa e os Barões da Mídia” é uma obra coletiva. O Professor da PUC-RS Francisco Rüdiger é o organizador, enquanto que os textos foram produzidos pelos alunos-bolsistas Alexandre Nervo, Felipe Faraco e Mariana Soares.
O livro é resultado de estudos realizados a respeito da indústria do entretenimento, através de uma visão crítica e histórica sobre o que a mídia chama de celebridades.

Roberto Carlos, Xuxa e os Barões da Mídia

ps: colaboração minha para capa do livro

TrainActing

por Mariana Sanchez em 15 de maio de 2008. 1 comentário

Inspirados pelo movimento Flash Mob, reuniões fugazes que se formam a partir de convites por e-mail e sms, um grupo de produtores e atores desenvolveu uma série de ações cênicas em metrôs de Madrid que interferem no cotidiano das pessoas de uma forma muito inusitada. Algumas dessas ações foram registradas, através de vídeos virais, com direção de fotografia do amigo Luciano Spinelli (cientista social e jornalista formado na UFRGS que também realizou um documentário bacana sobre graffiti e pichação).

A História de Jack

por Mariana Sanchez em 14 de maio de 2008. Nenhum comentário

Jack “O Estripador”, serial killer que virou popstar em 1888, recebe uma exposição de fotos, objetos pessoais das vítimas (cinco prostitutas), cartas e matérias de jornal. A exposição não tem o objetivo de coroar o crime, mas de mostrar um pouco do cotidiano dos ingleses na era vitoriana.

A exposição se chama “Jack the Ripper and the East End” e inicia amanhã no Museu das Docklands (Londres) e vai até 2 de novembro.

A relação entre imprensa e polícia, entre outros assuntos, também é tema de debates paralelos. Os visitantes ainda têm oportunidade de fazer passeios pelos locais dos crimes, entrar em contato com as teorias sobre a identidade do assassino, tirando suas próprias conclusões.

Se não houvesse debates, soaria estranha a inciativa do museu pois assassinos que viram celebridades geralmente possuem um desejo de notoriedade que não deveria ser satisfeito, pelo menos não como atualmente são colocados na mídia. Ao mesmo tempo temos tantos outros heróis-assassinos ao nosso redor que não têm problema algum em revelar suas identidades.

Abaixo imagem do filme From Hell, baseado na história de Jack, com Johnny Depp no papel principal.

Fonte: Estadão

Filme From Hell com Johnny Depp

Vai e volta

por Meire Brod em 3 de maio de 2008. 2 comentários

Como boa filha da classe média, cresci ouvindo minha mãe falando que eu não deveria me desfazer assim tão rápido das roupas que eu enjoava ou que se tornavam ultrapassadas. E já que eu era a terceira irmã, e não teria mesmo pra quem repassá-las, o negócio era deixar um tempo guardado mesmo. Mas ela insistia em dizer que “daqui uns tempos a moda volta”. Até parece! – pensava eu. E, bingo! Não é que dali uns anos tudo que era feio voltava a ser bonito? E eu era a garota sortuda que entre as amigas tinha o guarda-roupa mais recheado de “novidades”.

O engraçado é que este conceito bem aplicado da minha mãe continuou servindo pra outras coisas. O mundo insiste em chamar de novo aquilo que já sabemos existir de longa data. O reciclado ganha aspecto de inédito e assim a gente vai vivendo numa espécie de revival ininterrupto. Agora, por exemplo, fala-se ainda e muito em below the line, apesar de a curva já estar baixando (o eterno vai e volta). Falo disso só pra reforçar o que o Rodrigo escreveu no primeiro post. É que a gente vem fazendo isso aqui há séculos na Dobro e de forma espontânea, como se para nós não houvesse outra forma de fazer comunicação. Como se o jeito mais tradicional e muitas vezes mais prático e cômodo, para nós não diga muita coisa. Claro, verdade seja dita, por estarmos num mercado pequeno, de interior, falar em grandes campanhas é quase como querer acreditar na fada dos dentes. A gente sabe que não existe, mas continua colocando moedinha debaixo do travesseiro. Ou mais ou menos isso…

Mas o fato é que, para nós, sempre será desafiante realizar uma campanha ou planejar um lançamento ou criar uma nova marca e posicioná-la no mercado, ou qualquer que seja o trabalho, de um jeito não-convencional e não-linear, instigando nossas vontades e inteligência. E, claro, buscando sempre o melhor resultado, porque sabemos bem o que quer o cliente ao final das contas. Isso sim, é comunicação bem feita e surpreendente.

Criadores e Criaturas

por Mariana Sanchez em 2 de maio de 2008. 2 comentários

Desde a instituição da Pop Art – movimento artístico da década de 60 que ironizava os mitos da sociedade de consumo – os limites entre arte e publicidade tornam-se cada vez menores porque as ferramentas e os conceitos de ambos se interpõem com as facilidades da era digital. O público é constantemente bombardeado pela publicidade (essa constatação já virou clichê). Para se diferenciar no meio dessa guerra imagética, as agências investem em pesquisa de referências que muitas vezes passam por ilustradores, fotógrafos, designers, cineastas sem compromissos intelectuais com empresas ou instituições. A bem da verdade, tudo que é produzido pela sociedade faz parte da sua cultura, e essa é inspiração para todos os criadores, de diversas áreas. Por isso, cada imagem é uma construção de diversos autores diretos e indiretos, através de uma ligação complexa de idéias, por mais simples que pareça. É incrível como uma “sociedade da imagem” como a nossa, valorize tão pouco “a imagem”. Ignora-se os processos de pré-produção e pós-produção da mesma, refletindo-se na baixa remuneração e falta de subsídios dos artistas. Todos os criadores estão ligados de alguma forma por uma teia única de comunicação e fomentar a arte, é desenvolver também a comunicação empresarial.

Abaixo um dos melhores exemplos da integração entre criação artística e publicitária: pintura de Andy Warhol da garrafa de vodca da Absolut.

Publicidade & Conscientização

por Mariana Sanchez em 29 de abril de 2008. Nenhum comentário

As campanhas de conscientização têm duas grandes vantagens para o criador: o objetivo (função social) e a liberdade de criação. As melhores campanhas, e que geram maior repercussão na mídia, geralmente são feitas para chocar. Infelizmente não há outra forma de chamar a atenção das pessoas para problemas tão difíceis de serem encarados.

Dois exemplos excelentes a seguir:

a) Campanha de conscientização no trânsito em Sidney (Austrália). Agência: Saatchi & Saatchi.

Fonte: Comunicadores de Plantão

b) Campanha contra as minas terrestres: CALM Campaign (New Zealand Campaign Against Landmines).

Fonte: Publishitários

In 89 countries walking on a mine is still a routine

Um pouco de história

por Rodrigo Brod em 19 de abril de 2008. Nenhum comentário

Primeiro post do blog. Ok, vamos lá.

Não que realmente precise, porque a gente espera que os posts “falem” por si, mas acho legal dar uma idéia de “qual é a desse blog”. A vontade de ter um blog é um desejo antigo do pessoal da agência. Nosso site tem um espaço de notícias, mas faltava um canal mais aberto, pra gente externar um pouco do que escapa das nossas férteis cabecinhas. E a idéia é essa. Poder falar sobre qualquer assunto, pra gerar discussão e mostrar a nossa forma de pensar comunicação e também um monte de outras coisas. Arte, música, cinema, tv, foto, moda, notícias, diversão, nonsense e “comsense”.

Demorou, mas a espera até valeu, porque estamos lançando o blog no momento em que também lançamos uma nova idéia de trabalho. Nova? O nome é novo, mas na verdade ele só traduz o que a gente sempre fez, que é criar pensando em gerar pauta, assunto, buxixo, bafafá e afins. Uma coisa que sempre foi natural pra uma agência que tem como sócios um publicitário (eu, aliás) e uma jornalista (que blogará para o seu deleite também neste espaço) e que vive o dia-a-dia da comunicação no interior, sempre pensando em gastar menos e gerar mais resultados.

Eu disse ali em cima que o nome era novo, mas nem isso. Ele só ficou guardado. Porque foi uma das primeiras idéias de slogan depois que escolhemos “Dobro” como nome da agência. Agora, com todo esse papo de convergência, integração das áreas de comunicação, aboves-belows-ons-e-off lines, orkut, youtube, virais e etc, o nome passou a fazer mais sentido do que fazia há 6 anos atrás: comunicação exponencial.

Algo que a gente sempre fez e já chamou por outros nomes. E que as pessoas chamam por outros nomes. Comunicação integrada. 360º. Full service. Mas que sempre foram, ou amplos, ou restritivos demais para o nosso jeito de fazer comunicação. Nosso jeito “Dobro”. Exponencial.

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