Vai e volta

por Meire Brod em 3 de maio de 2008. 2 comentários

Como boa filha da classe média, cresci ouvindo minha mãe falando que eu não deveria me desfazer assim tão rápido das roupas que eu enjoava ou que se tornavam ultrapassadas. E já que eu era a terceira irmã, e não teria mesmo pra quem repassá-las, o negócio era deixar um tempo guardado mesmo. Mas ela insistia em dizer que “daqui uns tempos a moda volta”. Até parece! – pensava eu. E, bingo! Não é que dali uns anos tudo que era feio voltava a ser bonito? E eu era a garota sortuda que entre as amigas tinha o guarda-roupa mais recheado de “novidades”.

O engraçado é que este conceito bem aplicado da minha mãe continuou servindo pra outras coisas. O mundo insiste em chamar de novo aquilo que já sabemos existir de longa data. O reciclado ganha aspecto de inédito e assim a gente vai vivendo numa espécie de revival ininterrupto. Agora, por exemplo, fala-se ainda e muito em below the line, apesar de a curva já estar baixando (o eterno vai e volta). Falo disso só pra reforçar o que o Rodrigo escreveu no primeiro post. É que a gente vem fazendo isso aqui há séculos na Dobro e de forma espontânea, como se para nós não houvesse outra forma de fazer comunicação. Como se o jeito mais tradicional e muitas vezes mais prático e cômodo, para nós não diga muita coisa. Claro, verdade seja dita, por estarmos num mercado pequeno, de interior, falar em grandes campanhas é quase como querer acreditar na fada dos dentes. A gente sabe que não existe, mas continua colocando moedinha debaixo do travesseiro. Ou mais ou menos isso…

Mas o fato é que, para nós, sempre será desafiante realizar uma campanha ou planejar um lançamento ou criar uma nova marca e posicioná-la no mercado, ou qualquer que seja o trabalho, de um jeito não-convencional e não-linear, instigando nossas vontades e inteligência. E, claro, buscando sempre o melhor resultado, porque sabemos bem o que quer o cliente ao final das contas. Isso sim, é comunicação bem feita e surpreendente.

Songbird

por Rodrigo Brod em 3 de maio de 2008. Nenhum comentário

Quem usa Thunderbid e Firefox, agora tem um novo brinquedinho open source pra ouvir música. Achei esses dias meio sem querer, o Songbird (www.songbirdnest.com). Também é “powered by Mozilla”, o que faz o programa ser bem familiar pra quem já usa os outros dois que eu citei acima. Mesmo esquema para baixar complementos e temas, que, no Songbird eles simpaticamente chamam de “feathers”(penas). Ainda está na versão 0.5 e “still a little bit buggy”, como o próprio site deles diz, mas já é uma opção bem bacana ao iTunes, da Apple. Aliás, é beeeem parecido com o iTunes.

Para quem tem iPod, é uma mão na roda. Tem que baixar um add-on/complemento (iPod Device Support), mas funciona super bem. E, o mais importante: não tem aquela chatice do iTunes, que não permite que as pessoas compartilhem as músicas com mais de um computador. No Songbird, suas músicas voam livres do seu computador de casa, para o trabalho e para o notebook :-).

Vale a pena experimentar. É grátis e livre. E o mascote é bem legal também (veja abaixo)!

Criadores e Criaturas

por Mariana Sanchez em 2 de maio de 2008. 2 comentários

Desde a instituição da Pop Art – movimento artístico da década de 60 que ironizava os mitos da sociedade de consumo – os limites entre arte e publicidade tornam-se cada vez menores porque as ferramentas e os conceitos de ambos se interpõem com as facilidades da era digital. O público é constantemente bombardeado pela publicidade (essa constatação já virou clichê). Para se diferenciar no meio dessa guerra imagética, as agências investem em pesquisa de referências que muitas vezes passam por ilustradores, fotógrafos, designers, cineastas sem compromissos intelectuais com empresas ou instituições. A bem da verdade, tudo que é produzido pela sociedade faz parte da sua cultura, e essa é inspiração para todos os criadores, de diversas áreas. Por isso, cada imagem é uma construção de diversos autores diretos e indiretos, através de uma ligação complexa de idéias, por mais simples que pareça. É incrível como uma “sociedade da imagem” como a nossa, valorize tão pouco “a imagem”. Ignora-se os processos de pré-produção e pós-produção da mesma, refletindo-se na baixa remuneração e falta de subsídios dos artistas. Todos os criadores estão ligados de alguma forma por uma teia única de comunicação e fomentar a arte, é desenvolver também a comunicação empresarial.

Abaixo um dos melhores exemplos da integração entre criação artística e publicitária: pintura de Andy Warhol da garrafa de vodca da Absolut.

Especial Estilo & Construção

por César Krunitzky em 30 de abril de 2008. Nenhum comentário

Circula hoje por todo o Vale do Taquari o novo caderno d’O Informativo, Especial Estilo & Construção. A Dobro está presente através do anúncio da Renner Ar Condicionado. O único anúncio de página inteira do especial mostra de forma bem-humorada a interação com leitor para criar o clima no seu ambiente. Além do anúncio, vale a pena dar uma lida nas páginas centrais, com textos também produzidos pela Dobro, para entender de que forma as pessoas estão investindo mais no conforto de suas casas.

Anúncio publicado no Especial Estilo & Construção

Publicidade & Conscientização

por Mariana Sanchez em 29 de abril de 2008. Nenhum comentário

As campanhas de conscientização têm duas grandes vantagens para o criador: o objetivo (função social) e a liberdade de criação. As melhores campanhas, e que geram maior repercussão na mídia, geralmente são feitas para chocar. Infelizmente não há outra forma de chamar a atenção das pessoas para problemas tão difíceis de serem encarados.

Dois exemplos excelentes a seguir:

a) Campanha de conscientização no trânsito em Sidney (Austrália). Agência: Saatchi & Saatchi.

Fonte: Comunicadores de Plantão

b) Campanha contra as minas terrestres: CALM Campaign (New Zealand Campaign Against Landmines).

Fonte: Publishitários

In 89 countries walking on a mine is still a routine

Steven Klein. O fotógrafo fashion-underground.

por Mariana Sanchez em 29 de abril de 2008. 3 comentários

Steven Klein é um fotógrafo de moda estadunidense que possui um olhar desafiador sobre o glamour do mundo fashion. Violência, sexo (ou sexualidade), solidão e loucura aparecem de maneira tão sedutora em seus trabalhos que quase não percebemos que estamos entrando em um universo paralelo, underground, nem tão longe da realidade. É tentador considerar obras de arte as fotografias de Klein, mas não se pode ignorar a máquina do mercado e da estética por trás dessas obras. No portfólio de Klein, estão editoriais para revistas de moda consagradas como Vogue e i-D. Também anúncios para marcas famosas como Dolce & Gabbana e Calvin Klein.

Um pouco de história

por Rodrigo Brod em 19 de abril de 2008. Nenhum comentário

Primeiro post do blog. Ok, vamos lá.

Não que realmente precise, porque a gente espera que os posts “falem” por si, mas acho legal dar uma idéia de “qual é a desse blog”. A vontade de ter um blog é um desejo antigo do pessoal da agência. Nosso site tem um espaço de notícias, mas faltava um canal mais aberto, pra gente externar um pouco do que escapa das nossas férteis cabecinhas. E a idéia é essa. Poder falar sobre qualquer assunto, pra gerar discussão e mostrar a nossa forma de pensar comunicação e também um monte de outras coisas. Arte, música, cinema, tv, foto, moda, notícias, diversão, nonsense e “comsense”.

Demorou, mas a espera até valeu, porque estamos lançando o blog no momento em que também lançamos uma nova idéia de trabalho. Nova? O nome é novo, mas na verdade ele só traduz o que a gente sempre fez, que é criar pensando em gerar pauta, assunto, buxixo, bafafá e afins. Uma coisa que sempre foi natural pra uma agência que tem como sócios um publicitário (eu, aliás) e uma jornalista (que blogará para o seu deleite também neste espaço) e que vive o dia-a-dia da comunicação no interior, sempre pensando em gastar menos e gerar mais resultados.

Eu disse ali em cima que o nome era novo, mas nem isso. Ele só ficou guardado. Porque foi uma das primeiras idéias de slogan depois que escolhemos “Dobro” como nome da agência. Agora, com todo esse papo de convergência, integração das áreas de comunicação, aboves-belows-ons-e-off lines, orkut, youtube, virais e etc, o nome passou a fazer mais sentido do que fazia há 6 anos atrás: comunicação exponencial.

Algo que a gente sempre fez e já chamou por outros nomes. E que as pessoas chamam por outros nomes. Comunicação integrada. 360º. Full service. Mas que sempre foram, ou amplos, ou restritivos demais para o nosso jeito de fazer comunicação. Nosso jeito “Dobro”. Exponencial.

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Dobro Comunicação Exponencial

Comunicação Exponencial é um coletivo de ideias feito pelo pessoal da agência Dobro e um grupo seleto de convidados, amigos e parceiros.

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