Viva La Vida

por Xera em 3 de março de 2010. 2 comentários

Há 4 anos, eu junto um dinheiro e vou conhecer um lugar diferente nas férias. Mapa na mão, mochila nas costas e muita sola pra gastar. Seja por causa de um show, pra mergulhar ou simplesmente pra subir no alto de um morro e ficar lá um tempo pra esquecer do mundo lá de baixo.

Esse ano eu e a Gise fomos a Buenos Aires assistir Coldplay, na turnê pela Améria do Sul, de Viva La Vida.

viva

Chegamos bem cedo no Monumental de Nuñez pra curtir duas bandas hermanas e Bat for Lashes, que abriram o show. Mais tarde, às 21h, com uma pontualidade assustadora, Coldplay subiu no palco. Aquele friozinho na barriga e a sensação única de que você vai passar umas duas horas num frenesi assistindo um espetáculo dessa magnitude é muito boa. Como os 50 mil argentinos ao meu redor gritavam: “me quiero morir”.

Sim, eles são exagerados. A Av. 9 de Julio é a mais larga do mundo, o Boca é o maior time do mundo, Quilmes é a melhor cerveja do mundo, o Maradona… e por aí vai.

Mas realmente, foi sensacional. Show pirotécnico, de luzes, ola de celular nos 3 anéis do Estádio e aquelas borboletas de seda multicoloridas voando sobre as nossas cabeças. Muito lindo mesmo.

E agora fica aquela sensação boa, de poder ter visto tudo, de ter cruzado o país pra passar duas horas cantando com uma banda que eu gosto muito e ver que valeu a pena.

Ffffound a screensaver

por Rodrigo Brod em 26 de fevereiro de 2010. Nenhum comentário
ffffoundscreensaver

Certamente você conhece o Ffffound, site usado como referência por 11 entre 10 designers descolados*. Bem, o que eu não conhecia (por não ter fuçado o bastante, provavelmente) é o screensaver que eles têm para baixar. Funciona em Mac e PC e é bem bacana, deixa passando na sua tela as últimas imagens adicionadas ao site. Assim todos podem saber – mesmo na sua ausência – que você tem bom gosto e é antenado nas últimas tendências, amigo cool.

Quer baixar? Clica aqui: http://ffffound.com/screensaver/

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* Isso foi uma ironia. Não fique triste se você não conhece o Ffffound ou não é um designer. Tenho certeza que você é descolado :)

Seu mouse como forma de arte

por Rodrigo Brod em 26 de fevereiro de 2010. Nenhum comentário
Mouse Tracking Art

A bela imagem acima é resultado do rastreamento de um mouse durante três horas de trabalho no Photoshop. Pode parecer estranho, mas é isso que faz o software IOGraph. Ele rastreia o uso do seu mouse e transforma em um gráfico. Então, se você é um nerd e precisa impressionar sua namorada que cursa artes plásticas, esta é uma ótima solução, amigo geek.

Dica do CultOfMac, mas tem versões do programa pra Windows e Linux.

Janelas paulistanas

por Rodrigo Brod em 23 de fevereiro de 2010. 3 comentários

Ensaio sobre as janelas da cidade de São Paulo, feito pelo repórter fotográfico Hélvio Romero.

FOTO: HÉLVIO ROMERO/AE
FOTO: HÉLVIO ROMERO/AE
FOTO: HÉLVIO ROMERO/AE

Faz tempo que não vou a São Paulo, mas dá pra ver que, apesar de tudo, a cidade ainda mantém sua poesia (aos olhos de quem a enxerga).

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Fonte: Blog do Estadão. Fotos: Hélvio Romero/AE

Arruda, Arenhart & Fiorini

por Rodrigo Brod em 19 de fevereiro de 2010. 1 comentário
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aaf_papelaria

A Advocacia Angelo Arruda, tradicional escritório de Lajeado, iniciou 2010 com um novo nome para a sociedade, que passa a se chamar Arruda, Arenhart e Fiorini Advocacia. A nova marca, assim como todo o sistema de identidade corporativa, foi desenvolvida pela Dobro. Além do trabalho de marca, o novo site para o escritório também está em fase final de desenvolvimento.

Newspaper Blackout Poems

por Rodrigo Brod em 19 de fevereiro de 2010. Nenhum comentário

Já pensou em fazer poesia usando folhas de jornal e uma caneta preta? O escritor, cartunista e webdesigner Austin Kleon pensou e fez. Ele é autor do livro Newspaper Blackout Poems, onde simplesmente deixa “no escuro” as palavras desnecessárias e cria poesia com as que sobram.

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Dica do @thiagof.

Meias verdades

por Rodrigo Brod em 19 de fevereiro de 2010. 1 comentário

Como a Mariana anda meio ocupada lá no Uruguai (hê) e meio ausente do blog, temos falado pouco de moda por aqui. Mas, vou aproveitar a dica da @tuaneeggers e fazer um post fetichista.

Les Queues de Sardines é uma marca do escritório francês de design m+o, que desenvolveu uma série de meias pintadas a mão com ilustrações divertidas e não convencionais. Pra quem gosta de arte, moda, meias e pernas.

Roseira
Pula-pula
Fumigas
Açougue

Fonte: @tuaneeggers e Yatzer.

Twitter de verdade

por Rodrigo Brod em 14 de fevereiro de 2010. 1 comentário
arante_02

A curiosa imagem acima é de um igualmente curioso bar, localizado no sul da Ilha de Santa Catarina: o Bar do Arante. Estive lá quase por acaso nestas últimas férias, seguindo a indicação de um recepcionista do hotel, quando perguntamos sobre uma praia calma para o final de semana.

A foto infelizmente não é minha (créditos abaixo), porque o bar estava mais cheio quando tirei a foto e acredito que algumas pessoas não queiram aparecer no blog, sem a devida autorização. Mas o bar é assim mesmo, repleto de recados colados pelas paredes, teto e onde mais houver espaço sobrando. Dizem que a tradição começou com mochileiros de São Paulo e do Rio Grande do Sul, que deixavam recados para os seus amigos informando o seu paradeiro. Mas a moda pegou e, para os tempos de hoje, dá pra brincar de comparar o espaço com um grande “twitter” à beira mar. Claro, com algumas vantagens:

  • o mar;
  • a vista;
  • a comida, baseada em frutos do mar, que é imperdível;
  • a cachaça, servida gratuitamente para os clientes.

Para o pessoal da agência que duvidou que eu ficaria duas semanas fora, sem twitar, realmente tenho que dizer que não resisti: deixei pouco menos de 140 caracteres e um desenho (com participação do meu filho), no twitter do Arante. Mas, como eu já tinha tomado a cachaça, esqueci de tirar foto.

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Foto de Fabio Panico, retirada do site www.123-florianopolis.de
Mais sobre o Bar do Arante, no Google.

Tessália

por Rodrigo Brod em 12 de fevereiro de 2010. 4 comentários
Tessália

Sim. Eu assisto BBB. E costumo acompanhar a novela que começa nas férias. Pra quem trabalha com comunicação, é importante pacas.

Mas, nessa edição do programa eu acompanhei particularmente a ascensão e queda da @twittess. Não seguia e não sigo ela no twitter, mas acompanhei replies de pessoas que a seguem, principalmente no período anterior ao programa e, como estou imerso nesse ambiente da web, logo pensei que a popularidade na internet faria dela uma participante com altas chances de ganhar o milhão e meio oferecido pelo programa.

No entanto, o BBB tem uma audiência muito maior e mais diversa que a internet e isso ficou claro no paredão que eliminou a moça. Pouco depois do Pedro Bial informar o número de votações e pouco antes de anunciar quem sairia da casa, foi possível ouvir a Tessália comentar com o namorado que o grande número de votos deveria ser devido “ao pessoal da web”.

Enfim. Ledo engano. Dela, meu e até do Bial.

Você pode não ter percebido, mas acabamos de acompanhar uma experiência de análise de mercado das mais ricas. Aliás, é quase de se pensar se a estratégia de convidar uma personalidade web não foi um ato proposital da Rede Globo, porque demonstrou que o impacto da internet nas grandes massas ainda é muito inferior ao impacto da grande mídia.

Além do impacto em si, a forma de se pensar comunicação na web e fora dela é totalmente diferente. A adequação de referências, o formato do discurso, a clareza nas palavras, o grau de “inteligência” das mensagens e por aí vai.

Errar não é pecado. Aqui a gente erra e muita agência também erra por aí, principalmente quando se trata de adequação. O importante é aprender, lendo a Wired, consultando o Ffffound, seguindo um monte de gente inteligente e interessante no Twitter e, assistindo o BBB.

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Foto: Divulgação Rede Globo.

Never Mind The Bollocks

por Rodrigo Brod em 12 de fevereiro de 2010. 3 comentários
Sex Pistols

Nas minhas últimas férias, estava eu tentando fazer uma “arriscada” manobra sobre as areias de Pântano do Sul, em Floripa, quando pedi educadamente a um rapaz que fechasse a porta traseira da caminhonete dele, para que eu pudesse manobrar com mais facilidade. Ele, como bom manézinho da ilha, me chamou de “ruim de roda” e não fechou a porta.

Em outro local qualquer, seria chamado de grosso, braço ou barbeiro. Mas em Floripa, assim como no livro do Marcelo, Marmelo, Martelo, fui chamado por um nome descritivo, composto e extremamente simples. Há quem faça gozação, dizendo que o pessoal local da ilha chama helicóptero de “avião de rosca”, mas eu prefiro pensar que isso só demonstra uma forma mais simples e direta de ver as coisas.

Hoje, lendo uma matéria no site do Clube de Criação de São Paulo, vi que um brasileiro foi contratado como Integrated Creative pela Wieden+Kennedy, de Londres. Não sei bem o que significa, mas me arrisco a pensar que seja um profissional que integre habilidades de direção de arte, redação, planejamento e etc. Se for assim, eu sempre quis ser um Integrated Creative e só não sabia o nome da coisa. Quando fazia ESPM e estava montando minha “pasta”, tinha uma crise existencial enorme em não saber se fazia um portfólio de Diretor de Arte ou Redator. Ou, ainda, se não desistia disso tudo e procurava uma vaga de atendimento ou planejamento.

Depois do meu fugere urbem pro Sul, abri uma agência e a crise passou. A Dobro faz comunicação integrada e, agora, eu podia fazer de tudo um pouco. Mas, hoje, pensando no manézinho e no Integrated Creative, me toquei que fazer “comunicação integrada” é mais ou menos como ser “ruim de roda”. O bacana mesmo é ser “full service”, “360%” ou “hot shop”.

As pessoas gostam de rótulos. É só pegar uma forma genuína de expressão musical, pessoal ou cultural, juntar alguns representantes que tenham características semelhantes, rotular e vender. Never Mind The Bollocks, here’s the Hot Shops.

O problema não são os rótulos em si, mas é a salada que se transforma a coisa quando os representantes genuínos começam a se misturar com oportunistas que se apropriam dos rótulos, para pegar carona e vender junto. E, quando a gente se dá conta, encontramos no mesmo balaio o Sid Vicious, o Joey Ramone, o Billy Idol e o Supla.

Além de toda a vantagem das praias, pode ser que seja mais inteligível fazer comunicação integrada em Floripa. Como ainda estamos por aqui, trocamos o “integrada” por “exponencial”. Não é “exponential” ou “outstanding”, mas nos serve, porque nos parece sincero e autêntico.

Em resumo, não é que eu não goste de rótulos. Eu só costumo ter cuidado com eles. Até porque, via de regra, no verso há sempre um prazo de validade.

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Em tempo. Essa foto o Carlos Gerbase (um punk – e um indivíduo – autêntico), tem em um pôster na sua sala da Casa de Cinema.

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