Apologia ao elogio

por Meire Brod em 5 de abril de 2010. 1 comentário

Confesso que sou muito de criticar as coisas ao meu redor e também as que estão bem longe do meu radar. Porém, também admito que não elogio com a mesma facilidade com que detono algumas pessoas/ações/lugares. Nunca é tarde para mudar, especialmente quando se está prestes a adicionar mais conhecimento e sabedoria à própria existência (eufemismo pra dizer que vou ficar mais velha esta semana).

Resolvi, então, que vou aplaudir mais as iniciativas que chamam a atenção ou que me comovem de alguma maneira. Começo aqui falando que fiquei feliz em ver a Tuane Eggers em mídias diferentes este final de semana. Vi na capa do Segundo Caderno da ZH, vi na revista Veja e vi também na Folha Online. Com exceção da Folha Online, que reproduzia um tuite da @tuaneeggers, os demais comentários recaíam sobre o filme que está surpreendendo muito – Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho, que conta com a Tuane no elenco. Não conheço o Ismael Canappele, autor do livro que inspirou o filme, e conheço pouco a Tuane. Mas as poucas vezes que a vi, senti que havia ao redor dela uma atmosfera meio misteriosa, silenciosa, e em seus olhos quase que uma expressão dizendo “me aguardem, vocês ouvirão muito sobre mim”. Demorou muito pouco para isso acontecer.

Hoje, vindo para Porto Alegre e ouvindo a IpanemaFM, comecei escutando uma notícia sobre a esterilização de animais domésticos e me lembrei da inciativa da Carol Leipnitz, que assim como a Tuane, também é fotógrafa. Lembrei-me do e-mail da Carol nos convidando a participar da Mostra Fotográfica Virando Lata, que acontece entre os dias 9 e 25 de abril, em Montenegro. Essa mostra, que é itinerante, reúne o trabalho de sete fotógrafos, inclusive a Carol, que registram imagens de cachorros e gatos em situação de abandono. A primeira vez que vi as imagens, achei impressionante. E isso que eu não sou uma pessoa muito chegada aos bichos. Mas sempre fico de cara quando vejo algum animal sendo abandonado e maltratado. Por isso me chamou a atenção o trabalho que a Carol vem fazendo.

E, por último, meu elogio final (de hoje) vai para aquelas pessoas que assumem o que são e o que sentem, independente da opinião dos outros ou do grau de insatisfação que elas podem gerar naqueles que não entendem ou não as aceitam, pelo simples fato de elas pensarem e agirem diferente das expectativas pré-estabelecidas.

The Art of Daryll Peirce

por Xera em 5 de abril de 2010. Nenhum comentário

Muito bacana o trabalho desse pintor, ilustrador, designer … enfim, artista americano. Além disso, destaco o site/portfólio que valoriza o trabalho de Daryll, com uma navegação fácil e direta. Vale a pena conferir.

a

b

Como será a agência de publicidade em 2015?

por Rodrigo Brod em 5 de abril de 2010. 3 comentários
latinha

Me chamou a atenção um artigo da Advertising Age, publicado na Meio&Mensagem, sobre o futuro das agências de publicidade. O texto original, escrito por Al DiGuido, CEO da Zeta Interactive, você pode (e deve) ler aqui. Mas, vou resumir abaixo parte das três apostas que DiGuido apresenta para o futuro das agências em 2015:

Agências enxutas, com novos cargos: A aposta é de um futuro com fees menores e estruturas de, no máximo, 100 pessoas, possibilitando mais agilidade e flexibilidade. Os cargos também mudam… sai de cena o diretor de criação e aparece o “expert em convergência”. Nesse bolo deve entrar também o “integrated creative“, sobre o qual falei aqui em um post anterior.

Análise no lugar da sala de troféus: Resultados em festivais perdem a importância para os resultados sobre os investimentos dos clientes, o famoso ROI. As agências que melhor controlarem os dados e souberem como analisá-los, comandarão o mercado.

Tecnologia não será terceirizada: Quem for o dono da tecnologia – ao invés de alugar quando necessário – terá mais chances de ampliar suas receitas, porque não irá diluir com fornecedores suas margens de lucro. E isso vai desde tecnologia de e-mails até redes sociais. A tecnologia desenvolvida dentro da agência também passa a ser um diferencial.

Mostrei o texto aqui na agência para o César, um dos meus sócios na Dobro e ele comentou ter a impressão de estarmos “há 8 anos em 2015″. Não sei se é pra tanto, porque infelizmente ainda não temos as ferramentas necessárias para medir ROI de uma forma estruturada. Mas, ao escrever esse post me parei pensando “qual é o cargo do César mesmo?” Aliás, nem sei ao certo qual é o meu. Apesar de dirigirmos, respectivamente, mídia e criação, já faz algum tempo que optamos em não colocar cargos em nossos cartões de visita. Também nunca tivemos cargos totalmente especializados… pode parecer estranho, mas na Dobro nunca existiu uma dupla de criação no modelo redator + diretor de arte.

Hoje também internalizamos 98% da nossa tecnologia para web, além de outras “tecnologias”, como o tratamento de imagens, que os concorrentes costumam terceirizar. No nosso caso, muitas dessas características são fruto de necessidades por ter uma estrutura enxuta e fees menores. Mas, como nosso amigo DiGuido aposta, essas também são tendências.

Sinceramente, apesar do sentimento que o César apresentou ao ler o texto, não sinto que já estamos em 2015. Mas acredito muito que caminho certo já foi tomado, há 8 anos.

…

Fonte (link para o artigo original): MMOnline

Que fim levaram as normalistas?

por Cesar Brod em 21 de março de 2010. 6 comentários

“Gente de minha rua
Como eu andei distante
Quando eu desapareci
Ela arranjou um amante
Minha normalista linda
Ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar… ”
(Belchior)

Duas notícias na semana que terminou ontem, dia 20 de março de 2010 e mais um papo com a minha filha Ana Luiza fizeram-me pensar, mais uma vez, sobre educação. Em ordem cronológica:

1. A revista Época do dia 15 de março publicou o artigo “Dá pra educar fora da escola?“, que começa falando de um casal que, insatisfeito com a qualidade de ensino em sua região, resolveu tirar os filhos da escola e educá-los por conta própria. Adiante o artigo mostra casos de sucesso de alunos educados em casa, dentre eles o ex-presidente americano Franklin Delano Roosevelt.

2. O Jornal Informativo de Lajeado publicou na edição do dia 17 de março, em suas páginas 14 e 15, uma matéria sobre a consequência da escassez de normalistas. Uma série de projetos educativos públicos e privados estão sendo adiados – e crianças são prejudicadas – pela falta de mão de obra que normalmente vinha de convênios de estágios com escolas que formam professores em nível médio. Mas a escassez da formação de professores em nível superior para as séries iniciais também já é notada. Na página web do jornal é possível acessar, seguindo o link para a edição impressa, todo o conteúdo desta matéria.

3. No dia 18 de março a Ana Luiza tocou violino na recepção dos novos alunos do Colégio Madre Bárbara, onde ela cursa o terceiro ano do ensino médio. Como bom pai coruja, acompanhei minha menina prodígio e babei, junto com todos os presentes, com sua apresentação. Na volta para casa comemos um pastel no Q-Fomis e passamos na casa dos meus pais onde, bem pertinho, tem uma loja de bijuterias. Ali a Ana Luiza apresentou-me às “shag bands”, pulseirinhas do sexo, que já haviam aparecido em seu colégio e que inclusive geraram a manifestação de sua direção. Resumidamente, a guria usa uma série de pulseirinhas coloridas no braço, o guri arrebenta uma delas e conforme a cor ganha um prêmio que vai do abraço a uma relação sexual completa, passando por lap dance e sexo oral.

Agora me diga, quem é que vai querer ser professor para encarar situações deste tipo? Ainda mais quando há pais omissos que preferem passar integralmente para a escola não só a formação educacional de seus filhos mas também a responsabilidade por seu comportamento. E quantos não são os pais que, havendo condições para isto, não prefeririam escudar seus filhos destes e outros perigos e educá-los em casa?

Sinceramente espero que possamos fazer alguma coisa para tornar a profissão de professor novamente atrativa. Quando eu era criança, minha irmã brincava de ser professora, depois formou-se no normal e deu aulas por algum tempo. Minha mãe aposentou-se como professora. Minha mulher também foi professora, assim como muitas amigas dela. É difícil pensar em alguém querer ser professor hoje depois de assistir a tantos vídeos de alunos espancando professores em sala de aula e imaginar ter que lidar com o furor uterino de alunos com pulseirinhas.

A posição do Colégio Madre Bárbara sobre as pulseirinhas é admirável: cabe à escola conscientizar os alunos sobre o assunto mas proibir, ou não, é função dos pais. “Os pais precisam criar limites e dialogar com seus filhos, esclarecer que isso pode ser um ato de desrespeito com o próprio corpo e aproveitar o assunto para falar com eles sobre sexualidade”, diz Odete Spessato, orientadora do colégio.

Na educação das crianças pais e escola deveriam ser parceiros e coisas como pulseirinhas devem ser discutidas com a consciência de que elas existem. Troca na sentença acima a palavra “pulseirinhas” por “crack”, “álcool”, “pedofilia”, “gravidez”, “aids”, tudo o que precisa ser falado e não é. Riscos fazem parte da vida e conhecê-los é o primeiro passo para que sejam evitados. A proibição pura e simples de uma coisa qualquer não ajuda em nada e pode ter o efeito contrário. Adolescentes gostam de transgredir, experimentar o proibido e irão fazê-lo. Antes que o façam com consciência e a liberdade de diálogo com seus pais e educadores. Não o diálogo em que o pai chega bêbado em casa e quer dar sermão no filho que está fumando um baseado.

Pra mim faz mais sentido a educação junto à sociedade, com a participação dos pais, escola, amigos, meios de comunicação, redes sociais e tudo o mais. A opção por educar os filhos em casa também deve levar isto em conta e, na minha opinião, a exclusão da escola (ou outros ambientes de socialização) só deve ser feita em casos extremos. Eu sempre faço uma redução ao absurdo quando penso neste tipo de coisa. Imagina a opção de educar as crianças sem a presença dos pais? Ou afastar as crianças do convívio social para a sua educação? A história fala por si.

Houvesse uma fórmula certa para a educação de nossos filhos eu gostaria de tê-la descoberto. Provavelmente até estaria rico. Mas não. Sou um pai com milhares de defeitos, todos eles bem conhecidos e enumerados pelas minhas filhas e pela minha mulher. Meus pais, por sua vez, estão próximos da perfeição, mas não puxei a eles neste aspecto. Pior ainda, há defeitos que eu nem reconheço! Mas uma coisa da qual eu e minha mulher nunca abrimos mão foi a ativa participação na formação de nossas filhas. Mesmo ambos trabalhando, muitas ausências em viagens, algumas brigas e crises familiares no caminho, as pessoas que nós colocamos no mundo sempre foram nossa responsabilidade. Não somos os únicos. Todos aqueles que amam de verdade seus filhos sabem exatamente do que estou falando. Fórmula perfeita não tem mesmo, mas não há dúvida que amor e presença (mesmo virtual) têm que fazer parte desta fórmula para que ela tenha alguma chance de sucesso.

Mais uns links:

Matéria da BBC sobre as pulseirinhas – vale a pena dar uma passada nos comentários
Mallu Magalhães e a Escola

Oi, você é novo no twitter?

por Rodrigo Brod em 19 de março de 2010. 1 comentário
fail

Faz um tempinho já, o nosso amigo Diego Remus tuitou um link do site Social Media Today, com o título 10 Newbie Twitter Mistakes Made By Businesses. No bom português, seriam os 10 principais erros cometidos pelas empresas novatas no twitter. Eu resolvi fazer uma tradução livre dos tópicos, com breves comentários, como uma espécie de serviço de utilidade pública. Mas, vale ler o artigo completo que é bem interessante.

Claro, todo “novato” erra e só assim aprende. Aliás, na boa, é difícil não ser novato dentro da enxurrada de ferramentas, sistemas e redes sociais que temos à nossa volta. Mas, como tenho acompanhado alguns twitters de empresas – inclusive alguns concorrentes -, acho que é válido ler e avaliar sua práticas para saber se você está mais pra passarinho azul ou pra fail whale.

1 Fazer pouco ou nada
Não deixe seu twitter às moscas. Se não tem como atualizar, nem crie a conta.
2 Ser um “desperate follower”
É bacana seguir as pessoas. Mas siga o que for relevante, não o mundo inteiro.
3 Tuitar muito
Pense que as pessoas podem não se interessar tanto quanto você pela sua empresa.
4 Ser muito auto-promocional
Para fazer propaganda, existem canais melhores. Mostre que sua marca tem mais a dizer.
5 Não se conectar
A vantagem do twitter é a relação com as pessoas. Não faça dele um monólogo. Responda, comente, interaja.
6 Não ajudar os outros
Você ganha pontos compartilhando informações, links, dicas. Ser legal sempre é bom.
7 Misturar negócios e assuntos pessoais
A não ser que a sua empresa seja super descolada, vá com calma. Há coisas que as pessoas não precisam saber.
8 Usar um avatar impessoal
Use uma imagem que represente sua empresa, mas não precisa ser necessariamente o seu logo.
9 Desperdiçar o background
Personalize o fundo da página com imagens e informações, aproveite o espaço.
10 Não verificar com frequência
O twitter é diário, momentâneo, efêmero. Se você não olha sempre, perde informação e oportunidades.

No twitter da @dobrocom nosso avatar é o logo, nós não usamos tão bem assim o fundo e, algumas vezes, pecamos em ser muito auto-promocionais. Mas como bons “newbies”, vamos aprendendo e ajudando os outros.

Porque ser legal sempre é bom. :)

–

Fonte: Social Media Today : 10 Newbie Twitter Mistakes Made By Businesses
Agradecimento especial ao Diego Remus por ter compartilhado o link com seus “followers”.

Construção de marca

por Rodrigo Brod em 18 de março de 2010. 5 comentários
Time
Sonhos

A Construtora Diamond é o novo patrocinador do tradicional campeonato de minifutebol do Clube de Tiro e Caça (CTC), de Lajeado. Para marcar presença nos três campos de futebol do clube, foram colocados painéis nas laterais, com criação da Dobro e fotografia de Renan Costantin.

Voz

por Rodrigo Brod em 11 de março de 2010. Nenhum comentário
Sua marca tem voz.

Segunda fase da nossa campanha, com foco nas principais áreas de atuação da Dobro.
Quer ver mais, os outros anúncios estão no Flickr. Ah, e também continua no site.

Calendário de Outono da Stihl

por Xera em 10 de março de 2010. Nenhum comentário

Com a chegada do outono e a necessidade de comunicar os órgãos municipais e públicos seus sopradores de folhas, a Stihl criou o primeiro calendário onde todo dia, uma folha cai.

Vi aqui.

Tecnologia por inteiro

por Rodrigo Brod em 8 de março de 2010. 1 comentário

Comercial institucional para a Olicenter Informática, trabalhando o conceito de “tecnologia por inteiro” que a marca já introduziu em outras ações de mídia impressa e dirigida. Criação da Dobro, com produção da i9 Vídeo Design.

Além deste, foi produzido também outro vídeo com mais destaque aos produtos, que você pode conferir em nosso canal no Vimeo.

Sinceridade na rua

por Rodrigo Brod em 5 de março de 2010. 2 comentários
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Um cara chamado Felipe Tofani resolveu escrever frases bem sinceras sobre a Realidade do Mundo Moderno e saiu colando por aí. Se você é descoladinho, pode dar uma risadinha.

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Pra ver mais, tem aqui (Flickr) e aqui (site do cara).

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Dobro Comunicação Exponencial

Comunicação Exponencial é um coletivo de ideias feito pelo pessoal da agência Dobro e um grupo seleto de convidados, amigos e parceiros.

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