Ideias e Tendências

Efeito borboleta

por Rodrigo Brod em 3 de março de 2011. 5 comentários

Faz tempo que não escrevo um “artigo” um pouco mais completo aqui no blog, mas acho que é um bom momento. Na últimas semanas alguns fatos chamaram a atenção das pessoas – por seus efeitos negativos e positivos – e eu não pude deixar de acompanhar a repercussão entre as pessoas que me cercam.

Não posso dizer que é algo sem exceção, mas em regra geral, nós, seres humanos, temos uma enorme tendência para defender os “nossos”, aquilo que nos atinge e o que gostamos, sem necessariamente fazer uma reflexão mais aprofundada sobre os efeitos das nossas reações.

Postei ontem no twitter os resultados de uma pesquisa falando sobre as sacolas de plástico versus as sacolas ecológicas. Confesso que tentei mudar meus hábitos com o surgimento das ecobags, mas não consegui totalmente e fiquei surpreso com os resultados na pesquisa que dizem que as sacolinhas plásticas podem não ser o grande vilão da história.

tartaruga plastico

Também ontem (e também via twitter), compartilhei alguns links com o lançamento do iPad2, porque sei que muitos dos meus “seguidores” gostam de acompanhar as novidades em tecnologia. E também porque eu admiro o Steve Jobs e não gosto do Bill Gates. Fico apreensivo quando comentam sobre a saúde do Mr. Jobs, mas acredito que não teria a mesma apreensão caso o velho Bill tivesse um grave problema de saúde.

Bem, mas eu já li em algum lugar que o Bill Gates dedica boa parte da sua fortuna para causas nobres. Enquanto a Apple fabrica seus gadjets em fábricas com condições insalubres, o que favorece inclusive a prática do suicídio por parte dos trabalhadores, segundo a reportagem de capa da revista Wired, que uma amiga compartilhou ontem (também no twitter ).

wired

Eu poderia não ter me afetado pela notícia, mas eu ainda acredito que nós podemos fazer um pouco de diferença no mundo através das nossas atitudes de consumo. Já tive épocas em que comprava muitos produtos orgânicos, ainda busco fabricantes regionais no mercado para valorizar a região, na agência sempre investimos em talentos locais e inclusive já deixei de comprar em estabelecimentos que não oferecem um tratamento digno aos seus funcionários.

Mas eu gosto da Apple.

(Mas) eu paro na faixa. Mesmo não morando em Porto Alegre. Mesmo sabendo que lá é cada vez mais comum um adesivo “eu parei na faixa” estar colado em carros com a traseira amassada. Fazer o bem é algo tão complicado que pode nos fazer mal, em cidades apressadas que criam frutos do seu meio, que fazem coisas inacreditáveis como o atropelamento na Massa Crítica.

bicicleta

Eu ando pouco de bicicleta. Quando morava em São Paulo, parei de andar quando tentaram roubar minha caloicross. Quando me mudei pra Lajeado, depois que roubaram a montain bike da minha mulher, compramos outra e tentamos voltar aos bons hábitos, mas fomos impedidos pelas ladeiras, pelo sedentarismo e pela preguiça. Talvez por isso não roubaram mais a nossa bicicleta. Mas com certeza os “sem bicicleta” continuaram a ser ladrões de bicicletas, sem a mesma poesia do filme homônimo, mas sim frutos do mesmo meio que produz apressados, assalariados, avariados e assassinos. Mas nos filmes os assassinos também podem ser poetas, admirados por quem tem tempo para admirar a arte, provavelmente menos apressados e mais adeptos ao ciclismo do que os bancários.

ladridibiciclette

Já presenciei um atropelamento e já fui impactado por outros tantos. Felizmente nunca estive ao volante nesses momentos. Mas, sempre, automaticamente, em todos os casos, reavaliei o peso do meu pé no acelerador. Imagino que, para algumas pessoas, o acontecido em Porto Alegre tenha um impacto semelhante. Tirar o pé. Pode ser otimismo, mas gosto de acreditar que alguns motoristas evitaram atropelar outras pessoas simplesmente por ter reavaliado sua pressa e seu estresse. Também quero acreditar que alguns ciclistas também reavaliaram sua postura no trânsito. E principalmente, quero acreditar que um pouco mais de gentileza tenha sido gerada, muito além da indignação e da revolta, que é mais forte e muito mais presente em quem esteve mais próximo do ocorrido.

O mundo está cheio de atrocidades. Algumas chamam mais a atenção. Algumas geram indignação. Outras viram filme. Algumas a gente não percebe e carrega no bolso, veste no corpo, enche no copo e enfia na goela.

Pra se desapegar desse carma imenso, só fazendo um pouco de coisas boas todos os dias. Bem pequenas de preferência, pra não ter perigo.

Porque fazer o bem é algo complicado. Os ciclistas, o Steve Jobs e Bill Gates que o digam.

E olhem só o que eu reparei, minha bicicleta tem várias partes feitas em países asiáticos. Provavelmente em fábricas vizinhas àquelas que fabricam os produtos da Apple.

–

Fazer o bem é algo realmente complicado.

Pixels nas ruas

por Xera em 2 de março de 2011. 1 comentário

Aled Lewis é um ilustrador inglês, formado em design gráfico na London Met, que insere em fotografias selecionadas de outras pessoas, personagens pixelizados da cultura do video-game.

a

b

c

Vi aqui.

Facebook Tiles

por Rodrigo Brod em 2 de março de 2011. Nenhum comentário

Minha sogra não tem computador e vive reclamando que a gente não imprime as fotos de viagem pra ela ver os netos. Bem, alguém mais pensou nisso e criou um serviço para tornar táteis os álbuns digitais do Facebook.

Graças ao “The Resin Man” você pode ter quadrinhos de madeira, com proteção de resina, para eternizar seus álbuns na rede social. São “tijolinhos” de imagens para colocar na parede, presentear os amigos ou simplesmente tirar fotos das fotos, colocar no Flickr e fazer uma metalinguagem (hê).

The Resin Man
The Resin Man
The Resin Man

Via TrendHunter.
Acesse aqui a página do “The Resin Man” no Facebook.

iPad 2, um “review”

por Rodrigo Brod em 25 de fevereiro de 2011. Nenhum comentário

Sem mais :)

–
Dica do @rafadalmoro. Vídeo feito por Exkild.

A Coca-Cola e a felicidade

por César Krunitzky em 23 de fevereiro de 2011. 1 comentário

Tenho que confessar, sou fã da Coca-Cola! Não é tanto pelo produto, mas sim pelo envolvimento emocional que eles passam em suas ações. Um conceito bem definido e ações totalmente alinhadas com o propósito: abrir a felicidade em alguém.

Já postei aqui a máquina da felicidade. Agora venho complementar, falando do caminhão e da loja da felicidade. Vale muito a pena ver e abrir uma felicidade também.

Quem tiver mais material dessa campanha, me manda que podemos fazer um post mais completo.

A máquina da felicidade

por César Krunitzky em 11 de fevereiro de 2011. 3 comentários

Quer algo melhor do que uma marca te abordar de uma forma simpática e tirar um sorriso da sua boca? Isso é possível e para a Coca-Cola já é rotina. Conforme já publicamos aqui no blog, em janeiro do ano passado, a Coca-Cola descolou uma máquina da felicidade que agora teve seu itinerário mais perto de nós, em Porto Alegre. Uma ação simplesmente espetacular.

Vamos lá, junte-se ao movimento proposto pela marca e abra a felicidade, pelo menos hoje!

Helvetica in motion

por Rodrigo Brod em 8 de fevereiro de 2011. Nenhum comentário

Animação de um minuto usando um trecho de uma entrevista de Mike Parker, retirada do filme “Helvetica”. Assista e reduza o número de fontes instaladas no seu computador.

–
Caso não tenha conseguido ver, acesse direto no Vimeo aqui.

“Una gran marca cree en ti, te patrocina y no te convierte num modelo super-fashion”

por Rafael Dalmoro em 21 de janeiro de 2011. 1 comentário

Lionel Messi, além de ser o melhor jogador do mundo nas temporadas de 2009 e 2010, é o modelo de atleta que toda grande marca esportiva sonha em patrocinar: nunca se envolveu e pelo visto não se envolverá em qualquer tipo de polêmica extra-campo.

E para homenagear o ídolo do Barcelona e (nem tanto assim) da seleção Argentina, a Adidas mostrou o caminho trilhado pelo craque, além de ‘cutucar’ a rival Nike.

O vídeo foi dica do @Minwer – gremistão e publicitário – e visto no excelente Futebol Marketing

MINI X Monster Truck

por Xera em 17 de janeiro de 2011. Nenhum comentário

A Mini enfileirou seus quatro modelos numa arena, desafiando um Monster Truck de 5 toneladas a saltar por cima.

Certo, a descrição pode não ser tão atrativa, mas aperta o play e depois me diz se um anzol te fisgou ou não no canto da boca?

Na real

por Rodrigo Brod em 12 de janeiro de 2011. Nenhum comentário

Ótimo tumblr. Things Real People Don’t Say About Advertising – ou algo como “coisas que as pessoas reais nunca dizem sobre propaganda”.

Acesse aqui: http://tpdsaa.tumblr.com/. Dica do @michelkz

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