O que você vai fazer em 2014?

Final de ano é sempre aquela sensação estranha da necessidade do ritual de passagem. Parece que a gente se sente na obrigação de transpassar aquela linha imaginária do calendário que liga os últimos dias do ano velho e entrar no novo ano de uma forma que não deixe dúvidas: sim, venci mais uma etapa! Sigo adiante! Algo como passar uma nova fase do Super Mário, só que mais definitivo, já que na vida não dá para zerar e começar tudo de novo. Então, temos de tentar fazer sempre o melhor ou pelo menos, ter a expectativa de que algo novo e melhor virá.
Pois foi nessa pilha que surgiu a ideia da ação de final de ano da Dobro. Aquela urgência e aquela necessidade de fazer algo que mostrasse que coisas diferentes estão por vir, nem que sejam só nas intenções. Quem nunca fez promessa na virada? Emagrecer, enriquecer, viajar, se apaixonar, mudar de trabalho, de cidade, de país… Enfim, mesmo que inconsciente, a gente promete e anseia que se cumpra, na expectativa maluca de que o universo interprete a nossa vontade e a materialize.

Final de ano é sempre aquela sensação estranha da necessidade do ritual de passagem. Parece que a gente se sente na obrigação de transpassar aquela linha imaginária do calendário que liga os últimos dias do ano velho e entrar no novo ano de uma forma que não deixe dúvidas: sim, venci mais uma etapa! Sigo adiante! Algo como passar uma nova fase do Super Mário, só que mais definitivo, já que na vida não dá para zerar e começar tudo de novo. Então, temos de tentar fazer sempre o melhor ou pelo menos, ter a expectativa de que algo novo e melhor virá.

Pois foi nessa pilha que surgiu a ideia da ação de final de ano da Dobro. Aquela urgência e aquela necessidade de fazer algo que mostrasse que coisas diferentes estão por vir, nem que sejam só nas intenções. Quem nunca fez promessa na virada? Emagrecer, enriquecer, viajar, se apaixonar, mudar de trabalho, de cidade, de país… Enfim, mesmo que inconsciente, a gente promete e anseia que se cumpra, na expectativa maluca de que o universo interprete a nossa vontade e a materialize.

Então, por que não fazer uma ação coletiva? Por que não estender a possibilidade de um pacto com as pessoas da cidade? Inspirado na artista Candy Chang, a Dobro propôs a ação a alguns parceiros de trabalho, que também indicaram outros. Confessamos que foi tudo de última hora, mas foi bem empolgante ver a boa vontade e a disposição de toda gente em querer ajudar e fazer acontecer. Não teria muita graça se as coisas ocorressem numa ordem linear. E apesar da correria, dos dedos pintados de preto e dos braços cansados, no fim, deu tudo certo e ficou pronto quase no final do último tempo, abaixo de um sol escaldante de verão, às 18h do dia 20 de dezembro. Sorte que usamos filtro solar! Sorte que temos amigos e parceiros entusiasmados. Não teria sido possível sem a força do Rodrigo Maurício Ulrich, diretor do Ceat; do Jean Zagonel, da Construtora Zagonel; do Jandir da Compensados Lajeado; do pessoal da Bravo, do Giancarlo Bervian da Tratto; da Entre a Gente e da DNA7.

Mas no final, ainda ficavam várias dúvidas. Será que as pessoas vão se engajar? Será que haverá mobilização e que o público perderá seus pudores e medos de uma exposição tão pública de seus sentimentos? Será que farão uma proposição positiva? Para nossa alegria (e espanto) já no começo da noite, cerca de 22h, o quadro já estava quase completo. As pessoas passavam, ficavam curiosas, observavam e sorriam, mas não deixavam de se manifestar. Foram feitas promessas, ameaças – algumas sutis, outras veladas e engraçadas, mas nada perigosas – intenções, desejos e até mesmo um pedido de casamento que era mais um aviso. Claro, sempre tem aqueles que não sabem brincar. Mas foram tão poucos e tão inofensivos, que até mesmo as caricaturas um tanto quanto pejorativas deram um colorido legal. No final, aquela alegria imensa no coração ao ver que as pessoas estão vivas e que se emocionam e se engajam quando o propósito é bom. A sensação foi de trabalho cumprido, especialmente quando se via alguém procurando mais um cantinho livre no meio de tantas futuras façanhas para também compartilhar o que vai fazer neste ano.

Fotos: Jean Zagonel e Andreia Rabaiolli

Fotos: Jean Zagonel e Andreia Rabaiolli

Bom, o que achamos? Que 2013 foi afinal o ano em que a nossa geração percebeu o poder de uma mobilização e o quanto podemos nos expressar se houver um espaço, se houver uma brecha. Quem sabe em 2014 a gente não precisa ficar esperando para ser convocado e cada um se compromete a abrir novos espaços e lá deixar sua marca? Afinal, não podemos só ficar aguardando que o “universo interprete e materialize nossas vontades”. Que em 2014 não façamos só promessas, que se estreitam na possibilidade de serem ou não cumpridas, que nós simplesmente juntemos a vontade e façamos. É hora de trabalhar e lutar por aquilo que se quer e acredita.

Em tempo: caso você ainda não tenha passado pelo muro – ou porque não teve tempo, ou porque é de outra cidade – ainda dá para deixar a sua promessa. A BrodTec fez a versão online e é só deixar seu recado. :-)