Como será a agência de publicidade em 2015?

latinha

Me chamou a atenção um artigo da Advertising Age, publicado na Meio&Mensagem, sobre o futuro das agências de publicidade. O texto original, escrito por Al DiGuido, CEO da Zeta Interactive, você pode (e deve) ler aqui. Mas, vou resumir abaixo parte das três apostas que DiGuido apresenta para o futuro das agências em 2015:

Agências enxutas, com novos cargos: A aposta é de um futuro com fees menores e estruturas de, no máximo, 100 pessoas, possibilitando mais agilidade e flexibilidade. Os cargos também mudam… sai de cena o diretor de criação e aparece o “expert em convergência”. Nesse bolo deve entrar também o “integrated creative“, sobre o qual falei aqui em um post anterior.

Análise no lugar da sala de troféus: Resultados em festivais perdem a importância para os resultados sobre os investimentos dos clientes, o famoso ROI. As agências que melhor controlarem os dados e souberem como analisá-los, comandarão o mercado.

Tecnologia não será terceirizada: Quem for o dono da tecnologia – ao invés de alugar quando necessário – terá mais chances de ampliar suas receitas, porque não irá diluir com fornecedores suas margens de lucro. E isso vai desde tecnologia de e-mails até redes sociais. A tecnologia desenvolvida dentro da agência também passa a ser um diferencial.

Mostrei o texto aqui na agência para o César, um dos meus sócios na Dobro e ele comentou ter a impressão de estarmos “há 8 anos em 2015″. Não sei se é pra tanto, porque infelizmente ainda não temos as ferramentas necessárias para medir ROI de uma forma estruturada. Mas, ao escrever esse post me parei pensando “qual é o cargo do César mesmo?” Aliás, nem sei ao certo qual é o meu. Apesar de dirigirmos, respectivamente, mídia e criação, já faz algum tempo que optamos em não colocar cargos em nossos cartões de visita. Também nunca tivemos cargos totalmente especializados… pode parecer estranho, mas na Dobro nunca existiu uma dupla de criação no modelo redator + diretor de arte.

Hoje também internalizamos 98% da nossa tecnologia para web, além de outras “tecnologias”, como o tratamento de imagens, que os concorrentes costumam terceirizar. No nosso caso, muitas dessas características são fruto de necessidades por ter uma estrutura enxuta e fees menores. Mas, como nosso amigo DiGuido aposta, essas também são tendências.

Sinceramente, apesar do sentimento que o César apresentou ao ler o texto, não sinto que já estamos em 2015. Mas acredito muito que caminho certo já foi tomado, há 8 anos.

Fonte (link para o artigo original): MMOnline