Apologia ao elogio

Confesso que sou muito de criticar as coisas ao meu redor e também as que estão bem longe do meu radar. Porém, também admito que não elogio com a mesma facilidade com que detono algumas pessoas/ações/lugares. Nunca é tarde para mudar, especialmente quando se está prestes a adicionar mais conhecimento e sabedoria à própria existência (eufemismo pra dizer que vou ficar mais velha esta semana).

Resolvi, então, que vou aplaudir mais as iniciativas que chamam a atenção ou que me comovem de alguma maneira. Começo aqui falando que fiquei feliz em ver a Tuane Eggers em mídias diferentes este final de semana. Vi na capa do Segundo Caderno da ZH, vi na revista Veja e vi também na Folha Online. Com exceção da Folha Online, que reproduzia um tuite da @tuaneeggers, os demais comentários recaíam sobre o filme que está surpreendendo muito – Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho, que conta com a Tuane no elenco. Não conheço o Ismael Canappele, autor do livro que inspirou o filme, e conheço pouco a Tuane. Mas as poucas vezes que a vi, senti que havia ao redor dela uma atmosfera meio misteriosa, silenciosa, e em seus olhos quase que uma expressão dizendo “me aguardem, vocês ouvirão muito sobre mim”. Demorou muito pouco para isso acontecer.

Hoje, vindo para Porto Alegre e ouvindo a IpanemaFM, comecei escutando uma notícia sobre a esterilização de animais domésticos e me lembrei da inciativa da Carol Leipnitz, que assim como a Tuane, também é fotógrafa. Lembrei-me do e-mail da Carol nos convidando a participar da Mostra Fotográfica Virando Lata, que acontece entre os dias 9 e 25 de abril, em Montenegro. Essa mostra, que é itinerante, reúne o trabalho de sete fotógrafos, inclusive a Carol, que registram imagens de cachorros e gatos em situação de abandono. A primeira vez que vi as imagens, achei impressionante. E isso que eu não sou uma pessoa muito chegada aos bichos. Mas sempre fico de cara quando vejo algum animal sendo abandonado e maltratado. Por isso me chamou a atenção o trabalho que a Carol vem fazendo.

E, por último, meu elogio final (de hoje) vai para aquelas pessoas que assumem o que são e o que sentem, independente da opinião dos outros ou do grau de insatisfação que elas podem gerar naqueles que não entendem ou não as aceitam, pelo simples fato de elas pensarem e agirem diferente das expectativas pré-estabelecidas.