A voz do Cliente

por Cesar Brod em 27 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

Em uma empresa para a qual eu prestava serviços, um consultor de marketing encantou a todos os dirigentes com a idéia de implantação de um número 0800 para o qual os clientes pudessem ligar, dar sugestões, reclamar, enfim, fazer todas as coisas que são feitas através de um 0800.

Na mesma época implantávamos, na área de TI, uma série de outras formas de contato com os clientes, já que grande parte deles usava a Internet como meio primário de comunicação com a empresa. Assim, eu tinha duas preocupações: a primeira era com a estrutura necessária, além de uma simples linha 0800; a segunda era que esta estrutura iria concorrer com os recursos que eu mesmo necessitava para a área de TI.

Assim, quando a idéia foi oficialmente apresentada em uma reunião de chefias, comecei a dar uma de advogado do diabo. Lembrei que atrás de um telefone deveríamos ter uma ou mais pessoas capazes de acessar todas as pessoas-chave da empresa para resolver, rapidamente, os problemas dos clientes, já que um 0800 gera esta expectativa. Lembrei também que, ao contrário de uma comunicação através do formulário do portal – onde é possível apresentar uma lista de perguntas mais freqüentes e suas respostas, permitir que o cliente acesse uma base de conhecimento e dar uma resposta automática garantindo um prazo de atendimento – ao telefone a resposta deve ser mais imediata.

Meus argumentos foram vencidos, o 0800 foi instalado e, por muitos meses, foi um desastre. Os clientes aproveitavam para ligar de suas casas, com mais tempo, só que o 0800 só funcionava em horário comercial pois não havia o orçamento para manter o atendimento integral, 24 horas por dia, sete dias por semana. A solução dada foi uma secretária eletrônica, que só aguentou mesmo porque era eletrônica. Uma mensagem de voz informava que o cliente seria contatado, no dia útil seguinte, com um encaminhamento ou a solução para seu problema.

A guria contratada para o atendimento queria fazer tudo para que o negócio desse certo, já que via isto como uma oportunidade de crescimento em um setor da empresa que estava se formando. Em três meses ela foi demitida porque ninguém mais na empresa a aguentava, já que todos os dias ela saía ligando para as pessoas responsáveis pelos problemas para cobrar as soluções que devia ao cliente. Uma outra atendente teve a idéia genial de, ao ouvir as reclamações do cliente, passar-se por ele e dar entrada à sua reclamação no nosso portal. Ao ser perguntada a razão disto ela respondeu: “é a forma mais rápida de ter alguma resposta para o cliente”. Obviamente, usei isto como argumento para melhorarmos nosso próprio sistema de atendimento através do portal, trazendo de volta os recursos dos quais eu necessitava e integrando melhor nossos serviços de atendimento.

Claro que a história está resumida, ainda que tudo seja verdade. O que fez com que ela voltasse à minha mente foi um artigo do InternetRetailer, do dia 9 de fevereiro, que fala de um estudo revelando que 58% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas não têm planos de incentivo para seus colaboradores com base na lealdade ou melhorias na satisfação dos clientes. Apenas 29% falaram da habilidade de suas empresas em lidar com os clientes e resolver suas queixas ou problemas. O estudo também aponta a falta de medidas que apontem a real satisfação dos clientes que têm a seu dispor um serviço de atendimento. Laura Brooks, vice-presidente da Satmetrix, a empresa que conduziu o estudo, diz: “As empresas devem se tornar mais sofisticadas e comprometidas tanto em fazer com que a experiência de seus clientes seja um indicador chave para seus negócios como em instituir os processos para a sua melhoria. A simples medida deste indicador não pode ter um fim nela mesma.”

O interessante é que, hoje, as ferramentas para implantar um bom atendimento e a bons indicadores de sua eficiência existem em abundância. O que ainda parece faltar são planos e ações que façam com que todos os setores da empresa comprometam-se a ouvir a voz dos clientes. É bem o caso da atendente que foi demitida porque “incomodava” todo mundo ao vocalizar, internamente, o que o cliente externo sentia. Estou trocando, junto com mais de vinte pessoas, da Brasil Telecom como operadora de telefonia móvel. Justamente porque sei que minha voz podia muito bem ser ouvida pelos atendentes, mas que isto não resultou em nenhuma melhora em meu atendimento. Por outro lado, sou cliente da American Express há mais de 20 anos justamente porque, desde o princípio, sou ouvido e bem atendido pela empresa. Eu poderia ir muito mais longe nos exemplos, mas minha intenção aqui não é fazer propaganda nem detonar um ou outro prestador de serviços. O fato, porém, é que não estou interessado em levar ou manter meus negócios com empresas que não me escutam.

A pesquisa da Satmetrix mostra que há muita coisa a ser feita e muito espaço em diferença competitiva positiva para aquelas empresas que, de fato, fazem da voz de seus clientes a chave para o seu sucesso. Estou muito curioso para saber se existe alguma pesquisa assim no Brasil.

Artigo produzido originalmente para o Dicas-L

Christophe Huet

por Mariana Sanchez em 25 de fevereiro de 2009. 1 comentário

O francês Christophe Huet trabalha com montagens fotográficas e já realizou trabalhos para grandes marcas como Nike, Motorola e Playstation.

Abaixo uma montagem cômica (para aqueles dias em que acordas com um cabeção).

Fonte: LikeCool

christophe-huet

christophe-huet-1

Coloque a culpa no Ringo

por Rodrigo Brod em 25 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

Vejam só. Você decide montar uma banda com os amigos e escolhe o nome “Goodnight Vienna” para ela. Daí você recebe uma carta dos advogados de um certo Richard Starkey Jr, mais conhecido como “Ringo Starr”, dizendo que não poderá usar o nome, já que “Goodnight Vienna” é o título do quarto álbum solo do ex-Beatle.

O que você faz? Muda o nome da banda para “Blame Ringo” e marqueteia a coisa toda em cima disso. Pelo o que eu pude ver no site deles, são australianos, fazem um folk-rock legalzinho com influências de Paul Simon e The Kinks, e provavelmente seriam muito mais desconhecidos, se não fosse o apadrinhamento involuntário do nosso amigo Richard.

Fora o site, que enumera os “crimes” de Ringo, eles lançaram um vídeo que divulga a música de trabalho do disco de estréia “Lucky Number 9″, com imagens da Abbey Road nos dias de hoje, bem mais movimentada, mas sempre com turistas parando no meio da faixa para imitar a pose clássica do quarteto de Liverpool.

Se eles fizerem sucesso… culpa do Ringo :) !

blameringo

Fonte: blameringo.com

talktosam

por Vanessa Patino em 19 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

paranoid1

Sam Werclzer é um ilustrador brasileiro (e o nome dele é esse mesmo) que está ganhando bastante destaque na gringa, inclusive com entrevista e capa da newwebpick (issue 18). Ele acabou de subir seu novo portfólio on-line e tá bem legal, tem os cavalos da horse parade que rolou na Athina Onassis Horse Show e toda a comunicação do restaurante Meu Sushi, lançado essa semana em São Paulo. Essa ilustra é inspirada no clássico Paranoid, do Black Sabbath.

O chinês impossível

por Xera em 19 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

O artista chinês Li Wei faz umas fotografias pra lá de intrigantes. Trabalhando com espelhos, fios de aço, andaimes, acrobacias e nada de Photoshop, o cara cria isso:

li_a

li_b

li_c

li_d

li_e

Vale a pena dar uma olhada no site do cara.

Obama’s Elf

por Rodrigo Brod em 18 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

Sem noção. Dica do boingboing. Me lembrou outros dois vídeos hilários, “Ken Lee” do American Idol da Bulgária e a “legendagem” da música Black, do Pearl Jam. E vamos começar uma quarta-feira mais divertida!

Arte de massinha

por Rodrigo Brod em 17 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

Sabe aqueles trabalhos com “biscuit” que a gente encontra nas feiras de artesanato por aí? Não seria legal encontrar algo como o material abaixo? Encontrei o trabalho no ffffound e dei uma fuçada para poder trazer mais informações. A artista se chama Meredith Dittmar, é norte americana (Portland, OR) e trabalha com cerâmica plástica (polymer clay) para criar um universo que mistura seres humanos, animais, plantas e energia em personagens que ela chama de “my guys”.

A arte abaixo é da exposição The Evolution of Psychepolymereganics e você pode saber mais sobre o trabalho dela no site da sua empresa, CorporatePig. Massa :-).

Meredith Dittmar

Fontes: ffffound, CorporatePig.

Histórias de amor pela cidade

por Xera em 13 de fevereiro de 2009. 1 comentário

“Histórias de amor se escrevem por toda a parte. Leia as mais belas nos nossos livros.” Com esse conceito, a Editorial Presença convida os casais apaixonados a percorrerem pela cidade três roteiros, devidamente Google Mapeados, para registrar em fotografia o momento romântico ao lado de declarações de amor escritas nos muros.

ed_presenca_a

ed_presenca_b

O Museu Presença recebe as fotos até o dia 18 de fevereiro e premia o melhor registro com dois livros associados à campanha.

Aproveite. É logo ali, em Lisboa.

Colgate no palito

por Xera em 9 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

A Colgate fez uma ação na Tailândia, onde inseriu ipods :P mensagens e personalizou os palitos de alguns doces, como picolés e pirulitos, para lembrar as crianças de escovar os dentes após a refeição.

A mensagem, simplória, diz: 12 problemas bucais? Na minha boca, não! :P Don´t forget. Colgate.

colgate_ad1

Vi no ADivertido.

Delicious fashion

por Vanessa Patino em 6 de fevereiro de 2009. Nenhum comentário

cakeshop

Vai uma mordida? A proposta da Cakeshop é justamente essa: matar a fome da vida com bom gosto. As roupas são mesmo deliciosas (cada uma tem um nome de doce mais gostoso que o outro), dá vontade de lotar a despensa. Nos ingredientes, as estampas, exclusivérrimas de Luisa Bernardes e o editorial fantástico deixam homens e mulheres com água na boca. A parte mais legal é que você compra tudo pela internet, dá para baixar o catálogo na faixa. Pegada gringa até na logística. Adorei, mal vejo a hora de experimentar a minha. O lançamento oficial (e digital) acontece hoje, no blog da marca.

12»

Dobro Comunicação Exponencial

Comunicação Exponencial é um coletivo de ideias feito pelo pessoal da agência Dobro e um grupo seleto de convidados, amigos e parceiros.

  • Agências Analógico apple Arquitetura Arte artes Artigos Blogosfera branding cartum Cinema Comportamento comunicação criação Design Digital Dobro Comunicação eventos exponencial exposições Fotografia História Ideias Ilustração Imagens do dia internet intervenções urbanas Legalzices Livros Música Moda Notícia novas mídias Novas Mídias porto alegre Propaganda publicidade Redes Sociais rock site Tecnologia Tendências Twitter Vídeos web
  • _

    • Facebook Dobro
    • Giovane Sebastiany
    • Oll Design
    • Renan Costantin
    • Rödel-LA

Lajeado
Rua Júlio May, 217 - sala 3
Centro
+55 51 3709 2150 / 3748 2459
CEP 95900-000

Porto Alegre
Rua Miguel Tostes, 860
Bairro Rio Branco
+55 51 3026 8088
CEP 90430-060

Carregando... Carregando...

Este é um blog mantido pela agência Dobro Comunicação, atualizado de forma espontânea pela sua equipe e também por colaboradores externos. As opiniões expressas nos posts, artigos e comentários não necessariamente representam a opinião da agência. Os produtos e serviços de terceiros citados nos posts não são divulgados com intuito comercial e publicitário, mas sim como referência para tendências de mercado e comportamento.