Criadores e Criaturas

Desde a instituição da Pop Art – movimento artístico da década de 60 que ironizava os mitos da sociedade de consumo – os limites entre arte e publicidade tornam-se cada vez menores porque as ferramentas e os conceitos de ambos se interpõem com as facilidades da era digital. O público é constantemente bombardeado pela publicidade (essa constatação já virou clichê). Para se diferenciar no meio dessa guerra imagética, as agências investem em pesquisa de referências que muitas vezes passam por ilustradores, fotógrafos, designers, cineastas sem compromissos intelectuais com empresas ou instituições. A bem da verdade, tudo que é produzido pela sociedade faz parte da sua cultura, e essa é inspiração para todos os criadores, de diversas áreas. Por isso, cada imagem é uma construção de diversos autores diretos e indiretos, através de uma ligação complexa de idéias, por mais simples que pareça. É incrível como uma “sociedade da imagem” como a nossa, valorize tão pouco “a imagem”. Ignora-se os processos de pré-produção e pós-produção da mesma, refletindo-se na baixa remuneração e falta de subsídios dos artistas. Todos os criadores estão ligados de alguma forma por uma teia única de comunicação e fomentar a arte, é desenvolver também a comunicação empresarial.

Abaixo um dos melhores exemplos da integração entre criação artística e publicitária: pintura de Andy Warhol da garrafa de vodca da Absolut.